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Prosas de Braga
Vivências e sonhos de um poeta e eterno aprendiz!
Textos

PILHA E LANTERNA

PILHA E LANTERNA

 

Idolatram a bomba atômica,

E não sei se é um cogumelo,

Mas a morte será sinônima,

Se não vejo o sol amarelo.

 

Ninguém vai ouvir o réquiem,

Pois não seremos a humanidade,

E os rios eu creio que sequem,

Com o veneno e a insanidade.

 

É como briga de duas metades,

Onde os corpos estão umbigados,

E se um morre por comorbidades,

Logo o outro será castigado.

 

Tudo é como pilha e lanterna,

Pois só juntas terão serventia,

E não adianta viver na caverna,

Sem olhar nosso céu de agonia.

 

Aprendi que não como as moedas,

Nem o ouro do toque de Midas,

Porque morro sem água na goela,

E sem mais respeito com a vida.

 

Como irei ser um bom mercador,

Se eu mato os possíveis clientes,

Alegando fé, em nome do Senhor,

Sem a virtude de ser inocente.

 

De que vale eu ter presunções,

Se não tenho a mesa e o saleiro,

E não quero partilhar os pães,

Nem o galo que há no poleiro.

 

Ser aquele que despede o pobre,

Porque o quer como a meretriz,

Não lhe dá a virtude do nobre,

Que traz sombra e amor à raiz.

 

Não serão os escombros da guerra,

Que nos farão sermos invencíveis,

Mas o sofrimento que não encerra,

E nos faz querer sermos felizes.

 

Mas são sonhos da mente conecta,

Que se vale do que há nos outros,

Onde o amor é que tudo concerta,

E que pena, mas somos escrotos!

Poeta Braga Costa
Enviado por Poeta Braga Costa em 19/03/2025
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