CHUVA E SONHOS
Há os dias de chuva e sonhos,
Onde eu faço versos de saudade,
Então peço a Deus dias risonhos,
Onde as cenas serão de verdade.
Detesto a morte, mas vou a velório,
Pois toda criança quer a saudade,
Sorrindo de tudo, e isso é óbvio,
Mas sempre sonhando com felicidade.
Tudo no jovem é meio inconsequente,
Porque não viveu de tudo e sofreu,
Se cada ferida nos tornam doentes,
E na nossa mente ninguém é plebeu.
Sonhávamos muito com rainhas e reis,
Pois essa fantasia é logo ensinada,
Mas chega a idade e tudo é da lei,
Que não desejamos, mas é imputada.
O mundo é de poucos donos sem lei,
Pois suas coroas os tornam imunes,
E ditam as regras, mas, pelo que sei,
Não serão felizes e isso lhes pune.
De nada adianta viver sem o amor,
Pois o ódio calcina os corações,
E não há louvor em crer no Senhor,
Se não houver a paz nas razões.
E quem se achar dono, cuidado!
Porque o empréstimo é no escuro,
E o preço do juro não é dado,
Mas, se chega a hora, é maduro!