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Prosas de Braga
Vivências e sonhos de um poeta e eterno aprendiz!
Textos

FINAL DE ETAPA

FINAL DE ETAPA

 

Tudo estava quieto em seu ninho,

E tinha os cães por companhia,

Onde haviam também os vizinhos,

Pão e circo de noite e de dia.

 

Na rua passavam os transeuntes,

Além de veículos e gente cansada,

E uma zuada de ranger os dentes,

Eram gatos com suas risadas.

 

Os postes acesos são a novidade,

Mas quem paga a conta somos nós,

Que vamos dormir na caducidade,

Sem a liberdade do luar a sós.

 

Tem grades que falam de medo,

Além das muralhas e abismos,

Onde há fantasmas desde cedo,

Como cicatrizes do capitalismo.

 

Estamos todos tão assustados,

Que não enxergamos uma saída,

Porque o orgulho é exaltado,

Nessa orgia de gente bandida.

 

Todos falam, mas falta exemplo,

Pois cultuam uma vida inglória,

Mas o corpo se finda no tempo,

E o que sobra nem gera memória.

 

Os deuses sucumbem sem culto,

E a noite sempre traz o medo,

Mas um dia seremos adultos,

Se não morrermos desde cedo.

 

A juventude eterna é do breve,

Que anda veloz, sempre afoito,

E só fala o que não se escreve,

Em gírias que lembram esgoto.

 

Estamos num final de etapa,

Nas encruzilhadas sem placas,

Numa sina de quem não escapa,

Pois o mundo será das baratas.

 

Todo aquele que adora tesouro,

E acha ser dono até de países,

Que promovem guerras por ouro,

Onde o tolo mata suas raízes.

 

Eles também vão morrer um dia,

E com trinta dias lhes esqueço,

Porque eles não fazem poesias,

E suas almas eu desconheço.

Poeta Braga Costa
Enviado por Poeta Braga Costa em 15/02/2025
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