ATÉ QUANDO SEREMOS MELHORES
Cada banho de chuva conecta,
Pois nos diz o que é natureza,
Similar ao cupido e a flecha,
Ao falar de amor com certeza.
Quando alguém anda à toa,
E a sua estrada é de barro,
Eu me lembro que asno caçoa,
Ao zurrar em pleno piçarro.
Ainda usam animais e carroça,
E também selam pra montaria,
Se divertem e até fazem troça,
Numa raia de apostas por dia.
Até quando seremos melhores,
Se nem mesmo cuidamos da terra?
E o mar sendo a cova dos pobres,
Que não cabem em uma cisterna.
Quem já teve prazer com o mar,
É porque se molhou na ressaca,
Com o aerosol da maresia no ar,
Mesmo quando água-viva ataca.
Mas eu naveguei pela Bahia,
Fui pertinho do Forte da Barra,
Para sonhar quando a noite caía,
E o barco soltava as amarras.
Há exemplos que a vida empresta,
Onde um pescador joga a rede,
Pois há dias de amores e festas,
Tudo enquanto há foto e parede.