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Prosas de Braga
Vivências e sonhos de um poeta e eterno aprendiz!
Textos

A FORNALHA DO IMPERADOR

A FORNALHA DO IMPERADOR

Escorro meu sangue,
Num pote qualquer,
Inundando o mangue,
Quando sobe a maré.

No sopé da Chapada,
Num dilúvio pra ver,
Pois o tempo não é nada,
Que meu juízo há de ser.

E levito nas nuvens,
Que não querem calar,
Mas meu céu é fornalha,
Do louco imperador.

Que tocou fogo em Roma,
Ou no meu corredor,
Pois a fumaça me chama,
E me traz tanta dor.

Meus pulmões se inflamam,
No meu longo estertor,
Que me faz tão pequeno,
E sem nem um amor.

Então vi pela noite,
Os clarões num vigor,
Que agora eu só chovo,
Para apagar toda dor.

°°=°°

Publicada no Facebook em 06/02/2020

Poeta Braga Costa
Enviado por Poeta Braga Costa em 29/04/2020
Alterado em 09/04/2022
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