× Capa Meu Diário Textos Áudios E-books Fotos Perfil Livros à Venda Prêmios Livro de Visitas Contato Links
Prosas de Braga
Vivências e sonhos de um poeta e eterno aprendiz!
Textos
VALQUÍRIAS SELANDO NOVAMENTE OS UNICÓRNIOS

VALQUÍRIAS SELANDO NOVAMENTE OS UNICÓRNIOS

Como eu viveria nos idos homéricos,
Em que ventos elísios não são de Creta,
Vindo em encostas rasgantes e secretas,
Num incontido e colérico desfiladeiro?

Era um tempo virtuoso e heróico,
Em que a força era justa e viril,
E a cepa da uva era robusta,
Dando um vinho melhor que o Brasil.

Se o homem foi forte não me lembro,
Pois o matriarcado foi gentil,
Contornando possíveis desencontros,
Que o testosterona exige de um viril.

E prover não é só ter uma juba,
Que seduz a leoa com preguiça,
É preciso bem mais do que justiça,
Pois a vida é melhor do que tortura.

Se eu preciso de árvores para sombra,
Me assombra a serra em meu tronco,
Pois não me alimento de ouro ou manto,
A ornar meu pescoço numa forca.

Se hoje eu quero os cavalos e a horta,
Junto com as novilhas e o leite,
Só preciso de minha capineira,
Como meio seguro pro deleite.

Se venenos eu uso sem critério,
Jamais eu irei ter um futuro,
Mais seguro, com amor e porto seguro,
Pois senão só verei um cemitério.

Mas legal eu só acho na luxúria,
Sou milícia, pois gosto de tortura,
E explodo até minha estrutura,
Vendo graça em tudo que vomito.

E no fim nem terei mais o apito,
Sou um árbitro que o VAR destituiu,
Pois minha virtude já se prostituiu,
Sou escravo de um verbo que permito.

E as valquírias precisam retornar,
Selando novamente os unicórnios,
Nos trazendo de novo a paz no lar,
Pois os homens perderam seus propósitos.

E o respeito a todas criaturas,
Verei novamente junto ao meu povo,
Que não quer o direito como um mormo,
De uma febre que mata seus cavalos.

Para sermos Arthur depois de Merlim,
Sentados numa távola redonda,
Todos juntos com Joana, é luta o dia inteiro,
Pois não há onda sem um vento rebelde,
Em que sou advento mensageiro.

E serei Arcanjo ou querubim,
Sobre um unicórnio errante,
E meu amor só me pede ser assim,
Onde vou em delírios mais avante!


Publicada no Facebook em 09/08/2019
 
Poeta Braga Costa
Enviado por Poeta Braga Costa em 09/04/2020
Comentários